Albert Marquet nasceu em Bordéus, França. Era novo e pobre quando viajou para Paris para estudar Artes Decorativas com Gustave Moreau. Colega e amigo de Matisse, ambos ganharam algum dinheiro extra, decorando as paredes da Exposição de Paris 1900.
Associado a Matisse nos salões de 1903, Marquet era considerado um Fauve, apesar de na realidade ser apenas contra o impressionismo. Para ele a cor não foi nunca um fim ou um significado. Quando a sua carreira estava seguramente lançada, Marquet dedicou o resto da sua vida à pintura alternando o seu estúdio no Cais St. Michel em Paris, onde pintou o Sena e suas pontes, com vários portos de mar por toda a Europa e Norte de África. Viajou bastante convivendo com pintores amigos.
Extremamente independente e muito tímido, Marquet viveu simples e calmamente, pintando o que queria e quando queria, sem preocupação com tendências e recusando todas as honras do público e vedetismo. A ruptura de Marquet com o Fauvismo foi talvez a mais radical de todo o grupo Fauve. Inicialmente pintou retratos, estudos de figura e paisagem com figuras. Quando regressou a França e após uma viagem com Matisse a Marrocos em 1912, dedicou-se inteiramente à paisagem, repetindo os mesmos assuntos, representando-os a horas diferentes e em estações do ano diferentes. Excelente desenhador, Marquet expressou-se com linhas simples e rápidas, reduzidas ao mínimo necessário para a estrutura das suas composições. Usou cores suaves, límpidas em tons delicados. Marquet acabou por se tornar um realista na tradição de Corot, Courbet e Poussin. Foi um apaixonado da natureza.